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Mostrando postagens com o rótulo Jango

Filmes interessantes

     Como havia comentado em aula, seguem três filmes bem interessantes sobre nossos ex-presidentes Getúlio Vargas, JK e João Goulart. Basta clicar sobre os links:       O primeiro link é de um filme-propaganda de Getúlio . Então, não esperem ouvir falar mal dele no filme. Mas, vale a pena pelas cenas da época e por narrar a trajetória dele na presidência.        O segundo é sobre o Juscelino Kubitschek . Confesso que não assisti, mas como é do diretor Sílvio Tendler, eu acredito que seja bom.  Se bem que, por causa da questão da Legalidade, acho mais provável a UFRGS explorar mais a presidência do Jânio-Jango, do que a do Juscelino.        O terceiro é Jango , um brilhante filme do Sílvio Tendler. Esse sim, faz uma análise crítica do período desde Jânio Quadros, Legalidade, Jango e Golpe Militar. É uma excelente aula de História! Façam o possível para assistir .

A Legalidade na UFRGS

      Vamos dar uma olhada na questão que caiu há 10 anos na UFRGS sobre o movimento da Legalidade, que completou 50 anos nesse ano: (UFRGS/2002) Leia o documento abaixo. “Ao Rio Grande e ao Brasil O Governo do Estado do Rio Grande do Sul cumpre o dever de assumir o papel que lhe cabe nesta hora grave da vida do País. Cumpre-nos reafirmar nossa inalterável posição ao lado da legalidade constitucional. Não pactuamos com golpes ou violências contra a ordem constitucional e contra as liberdades públicas. Se o atual regime não satisfaz, em muitos dos seus aspectos, desejamos é o seu aprimoramento e não sua supressão, o que representaria uma regressão e o obscurantismo. A renúncia da S. Exa. o Presidente Jânio Quadros veio surpreender a todos nós. A mensagem que S. Exa. dirigiu ao povo brasileiro contém graves denúncias sobre pressões de grupos, inclusive do exterior, que indispensavelmente precisam ser esclarecidas. (...) Po...

Campanha da Legalidade - Revisão

     A renúncia de Jânio Quadros gerou um impasse constitucional. De acordo com a Constituição, diante da renúncia do presidente, o posto seria assumido pelo vice-presidente. João Goulart, o vice-presidente, estava em visita oficial à China comunista e seu nome foi vetado pelos Ministros militares. Dessa forma, assumiu interinamente a Presidência, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli.         Nesse momento, assumindo o papel de "caudilho", Leonel Brizola decide manifestar-se a favor da imediata posse constitucional do vice-presidente João Goulart - para quem não lembra, Jango era cunhado de Brizola. Leonel Brizola era o governador do estado do Rio Grande do Sul.       Do outro lado, os militares não admitiam a posse de Jango e ameaçavam prendê-lo caso retornasse ao país. Já havia, inclusive, dado ordem de prisão contra o marechal Lott (candidato derrotado a presidência), que se manifestara contra ...

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 7

Após duas semanas bem conturbadas politicamente, Jango finalmente assumiu o cargo a que tinha direito. Vice-presidente eleito - na época, a votação para presidente e vice era separada - Jango estava na China quando Jânio Quadros renunciou e, após tentativa de golpe, conseguiu apoio popular e político suficiente para tomar posse. Jango, avesso a atritos, aceitou a decisão do Congresso de assumir o governo sob o regime parlamentarista. Seu discurso de posse, de certa maneira, resumiu a turbulência dos dias anteriores: "(...) Subo ao poder ungido pela vontade popular, que me elegeu duas vezes Vice-Presidente da República, e que, agora, em impressionante manifestação de respeito pela legalidade e pela defesa das liberdades públicas uniu-se, através de todas as suas forças, para impedir que a sua decisão soberana fosse desrespeitada. (...) Não há razão para ser pessimista, diante de um povo que soube impor a sua vontade, vencendo todas as resistências para que não se...

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 6

O impasse estava perto do fim. Após quatro dias de negociações políticas em Porto Alegre, Jango chegava em Brasília há exatos 50 anos, no dia 05 de setembro de 1961. Mas o clima ainda era tenso. Jango sentiu-se forçado a aceitar tomar posse em regime parlamentarista para evitar maiores conflitos. Brizola, um dos maiores articuladores para a sua posse, era contrário a essa mudança de regime; mas a decisão de Jango falou mais alto. Sua viagem de Porto Alegre para Brasília precisou ter segurança reforçada pois havia ameaças de derrubada do avião presidencial. A previsão era partir às 11h30 rumo à capital federal, mas o anúncio de que Jango seria recebido c om disparos de metralhadora fez o vôo ser adiado e, só após reunião do presidente interino (Ranieri Mazzilli) com as Forças Armadas, houve resposta favorável à viagem: “As Forças Armadas asseguram as garantias necessárias do desembarque nesta capital, nesta data, do presidente João Goulart, a sua permanência em Brasí...

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 5

A solução do impasse em torno da posse de João Goulart, o Jango, deu-se somente há exatos 50 anos atrás, no dia 02 de setembro de 1961, quando o Congresso Nacional aprovou a emenda constitucional (nº 4) que mudou o sistema de governo presidencialista para o parlamentarista. Essa foi a solução encontrada para conciliar os ânimos. Com a emenda, Jango seria chefe de Estado mas não chefe de governo, o que faria dele uma figura decorativa (tipo a rainha da Inglaterra) e que quase nenhum poder de mando teria. O governador Leonel Brizola, que tanto havia lutado pela posse legal de Jango, foi contrário à mudança de regime e estava disposto a fazer o cunhado tomar posse pelas armas, se fosse necessário. Jango, porém, muito conciliador, não estava disposto a causar uma guerra civil. Em sua viagem da China de volta ao Brasil - que, de propósito, demorou muito mais do que o habitual para que os ânimos se acalmassem - desembarcou em Montevidéu e não diretamente em solo brasileir...