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Mostrando postagens com o rótulo Europa

Imigração Italiana no Rio Grande do Sul

Diversas regiões unificadas em 1870 e que se tornaram a Itália. As regiões numeradas são de onde saíram a maioria dos italianos que vieram para o Brasil - em ordem decrescente.        Os italianos chegaram ao Rio Grande do Sul meio século depois dos alemães, mas pelos mesmos motivos. A unificação italiana (1870) provocou grave crise econômica. Como não havia um "sentimento nacional italiano", dada a unificação política tardia, o mais forte elemento de coesão cultural era a religião, especialmente a prática do catolicismo. A maioria dos italianos vindos para o Brasil ficaram em São Paulo, onde foram empregados nas fazendas de café quando a escravidão chegava ao fim.  Foto de um navio negreiro (cerca de 1840)       Falando em escravidão, cabe um adendo. Há quem queira comparar a situação dos africanos com a dos europeus que vieram para o Brasil. Não há como comparar pois são situações totalmente diversas. Listo alguns motivos: 1)...

Margareth Thatcher, a dama de ferro britânica

Segue um texto bem interessante de Voltaire Schilling Evidentemente que a senhora Margaret Thatcher foi uma das personalidades mais exponenciais dos tempos finais da Guerra Fria. Eleita por três vezes como primeira-ministra da Grã-Bretanha (de 1979 a 1990), fez fama como ultraconservadora e antipermissiva, em qualquer sentido da palavra. Devido ao seu alardeado anticomunismo e anti-sindicalismo militante, o  Jornal Estrela Vermelha , periódico jornal militar soviético, a batizou de  Dama de Ferro . Caiu-lhe bem. Sua ascensão ao poder em 1979 deve ser entendida sob o pano de fundo da reação ao Movimento de 1968 que sacudiu parte considerável do mundo ocidental anos 1970 adentro. Londres e outros centros industriais se viram áreas de infindáveis manifestações de descontentamento. As arruaças estudantis se sucediam aos distúrbios sindicais. A senhora Thatcher contra o Estado de bem-estar social Naquela época pré-Thatcher, durante a desastrosa ...

Especial: Crise econômica mundial - parte 2

Os EUA teve seu nível de bons pagadores rebaixado no último dia 0 8, caindo de AAA para AA+. A crise econômica fez a maior potência mundial aumentar sua inadimplência. E, se no norte da América a situação vem se agravando, no Velho Mundo o quadro da crise é ainda mais agudo. O primeiro país a dar os sinais da crise foi a Grécia, em 2009, quando descumpriu o Tratado de Maastricht. O Tratado assinado em 1991 definia as bases econômicas para a formação da União Europeia e da "zona do Euro" e estabeleceu que a dívida não poderia ultrapassar 60% do PIB do páis e que o déficit orçamentário não poderia ultrapassar os 3%. Pois é, a Grécia foi a primeira a soar o alarme. Nem os programas de austeridade fiscal, corte de gastos públicos e outros mé todos tradicionais conseguiram segurar a crise . A União Europeia precisou ir além para salvar a Grécia - sim, como a moeda é uma só, se um país entra em crise pode levar para o mesmo buraco todos os seus companheiros; por isso, a Europa co...

Capela Sistina

Depois de analisar assuntos tão complexos e pesados, que tal uma viagem à Capela Sistina? Para quem ainda não viu o link, vale muito a pena pois é possível ver toda a Capela com as fantásticas pinturas renascentistas. O famoso teto da Capela foi pintado por Michelangelo, mas diversos pintores do Renascimento participaram da obra. Cada obra diz muito sobre o período. http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

A Direita na Europa

Se a América Latina tem seguido o rumo a esquerda, a Europa vai à direita. É o que se tem observado com o crescimento dos partidos de direita no Velho Mundo. Em postagem recente, trabalhei os conceitos de esquerda e direita e, sim, eles existem hoje e são perceptíveis. É verdade que a direita na Europa tem procurado se "modernizar" para conquistar a maioria dos eleitores. E, com a crise econômica mundial de 2008, houve a consolidação dessa tendência de "direitização europeia". Isso já ocorreu na crise de 1929, quando os governos de direita ganharam força depois da crise com Hitler na Alemanha e Mussolini na Itália, por exemplo. Calma, isso não quer dizer que a Europa esteja a beira de u m novo nazismo. Não é para tanto! Mas a crise faz com que o eleitorado opte por governos tradicionais, conservadores, com os quais saibam que não haverá mudanças de rumos e tudo seguirá como está e talvez até melhore. De acordo com o escritor e jornalista Álvaro Vargas Llosa, "a...