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Mostrando postagens de agosto, 2011

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 4

Rio Grande do Sul e Goiás estavam resistindo ao veto a Jango. O governador goiano Mauro Borges também era favorável à posse de Jango, mas a situação estava tensa mesmo aqui em Porto Alegre. Brizola resistia, com direito a soldados com metralhadoras nos telhados do Palácio Piratini e da Catedral Metropolitana. Os militares, porém, estavam divididos. Há 50 anos atrás, o com andante do III Exército recebeu uma ordem do ministro da Guerra: “deve compelir i mediatamente o sr. Leonel Brizola a pôr termo à atividade subversiva que vem desenvolvendo [pois] o governador colocou-se fora da legalidade”. A ordem é clara, que faça “convergir sobre Porto Alegre toda a tropa do Rio Grande do Sul que julgar conve niente”, e que “empregue a Aeronáutica, realizando inclusive bombardeio, se necessário”. Isso mesmo, bombardear o Palácio se for preciso, não havia mais espaço para diálogo. Diante da ordem, o general José Machado Lopes, comandante do III Exército, marca uma audiência urgente c

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 3

A instabilidade estava instaurada. O presidente renunciou ao cargo e o vice-presidente estava na China em visita oficial. As Forças Armadas não admitiam a posse de Jango e, interinamente, Ranieri Mazzilli assumira a Presidência da República. Nesse momento, assumindo o papel de "caudilho", Leonel Brizola decide manifestar-se a favor da imediata posse constitucional do vice-presidente João Goulart - para quem não lembra, Jango era cunhado de Brizola. Leonel Brizola era o governador do estado do Rio Grande do Sul. Do outro lado, os militares não admitiam a posse de Jango e ameaçavam prendê-lo caso retornasse ao país. Já havia, inclusive, dado ordem de prisão contra o marechal Lott (candidato derrotado a presidência), que se manifestara contra a tentativa de golpe. Outros militares e líderes políticos já tinham sido detidos. O clima político era tenso. Porto Alegre tornou-se a capital da legalidade. Uma multidão estava de prontidão em frente ao Palácio Piratini atendendo

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 2

A renúncia de Jânio, como já indicado ontem, não causou comoção popular. De acordo com a Constituição, diante da renúncia do presidente, o posto seria assumido pelo vice-presidente. João Goulart, o vice-presidente, estava em visita oficial à China comunista e seu nome foi vetado pelos Ministros militares. Dessa forma, assumiu interinamente a Presidência, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli (foto ao lado), há exatos 50 anos atrás. É nesse contexto que vai se desencadear a Campanha da Legalidade, mas isso é assunto para a próxima postagem. Hoje, vale a pena ler o que pesquisadoras do governo Jânio comentam sobre sua administração e seu governo: SOBRE O PERSONALISMO POLÍTICO DE JÂNIO QUADROS: “Ele criou um modelo de marketing político individual que ainda hoje atrai e influencia muitos políticos brasileiros. Era um novo estilo, muito pessoal, de liderança política, apoiado num marketing que reunia um sistema de comunicação baseado na autovalorização, na

50 anos da Campanha da Legalidade - parte 1

A RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS Há 50 anos atrás, renunciava o presidente Jânio Quadros. Uma figura por vezes meio folclórica, Jânio já havia sido prefeito de São Paulo e governador do Estado antes de assumir o cargo máximo do Executivo brasileiro. Jânio foi eleito presidente pela coligação formada por partidos mais conservadores como a UDN, vencendo o Marechal Henrique Lott. Seu jingle de campanha prometia combater a corrupção e, com sua vassourinha, varrer a sujeira da administração pública. O seu curto governo (menos de 7 meses) foi marcado por eventos moralistas como a proibição do uso de biquíni nos concursos de miss, a proibição das rinhas de galo e do uso de lança-perfume em bail es de carnaval além de acontecimentos mais dignos de nota como: - adotou uma política externa independente, restabelecendo relações diplomáticas, inclusive, com China e URSS (temidas pelos povos ocidentais). - condenava as intervenções estrangeiras, defendendo a auto-determinação dos povos. - co

Especial: Crise econômica mundial - final

Os analistas acreditam que a atual crise econômica é a maior desde a crise de 1929. Isso torna inevitável a comparação da crise do passado com a crise atual e é aí que há grande probabilidade de questão no ENEM e vestibulares. Por isso, vale a pena dar uma lida nessa postagem, longa mas necessária: A economia dos anos 1920 tem relação direta com o resultado da 1ª Grande Guerra, na qual os Estados Unidos saíram como grandes vencedores, mesmo tendo entrado na guerra somente no final. Ocorre que as batalhas se deram, majoritariamente, na Europa e a destruição não chegou a atingir o país do norte da América. Além disso, os EUA abasteceram o continente europeu durante o conflito, o que lhe garantiu lucros exorbitantes e o posto de maior credor mundial do pós-guerra – foi o início da hegemonia estadunidense. A Europa teve que recuperar-se da destruição causada pela guerra, enquanto nos EUA o progresso econômico criou um novo estilo de vida, o american way of life , logo exportado aos dema

Especial: Crise econômica mundial - parte 3

Bem, já comentamos que a crise tem feito estragos nos "países por enquanto ricos" na Europa e os EUA. Mas uma das lógicas do capitalismo é a da polarização dos lucros e socialização das perdas. Ou seja, as perdas do sistema são compartilhadas por todos e, como sempre, quem mais sofre são os países mais pobres. Os países árabes, como temos acompanhado no noticiário, tem vivido diversas revoluções que, apesar da grande mídia difundir que essas tiveram impulso nas redes sociais, elas tem como causa a fome e a miséria que tem atingido a população mais carente. Segundo o historiador e economista Osvaldo Coggiola, as rebeliões tem ocorrido em países em desenvolvimento exatamente porque eles estão crescendo. "(...) mas isto não significa que esse crescimento se distribui igualmente. Ao contrário, (...) a estrutura política fazia com que o crescimento fosse absorvido por uma minoria." Nos países árabes, as chamadas revoltas do pão já ocorriam há mais de 30

Especial: Crise econômica mundial - parte 2

Os EUA teve seu nível de bons pagadores rebaixado no último dia 0 8, caindo de AAA para AA+. A crise econômica fez a maior potência mundial aumentar sua inadimplência. E, se no norte da América a situação vem se agravando, no Velho Mundo o quadro da crise é ainda mais agudo. O primeiro país a dar os sinais da crise foi a Grécia, em 2009, quando descumpriu o Tratado de Maastricht. O Tratado assinado em 1991 definia as bases econômicas para a formação da União Europeia e da "zona do Euro" e estabeleceu que a dívida não poderia ultrapassar 60% do PIB do páis e que o déficit orçamentário não poderia ultrapassar os 3%. Pois é, a Grécia foi a primeira a soar o alarme. Nem os programas de austeridade fiscal, corte de gastos públicos e outros mé todos tradicionais conseguiram segurar a crise . A União Europeia precisou ir além para salvar a Grécia - sim, como a moeda é uma só, se um país entra em crise pode levar para o mesmo buraco todos os seus companheiros; por isso, a Europa co

Especial: Crise econômica mundial - parte 1

Apesar de entender e me interessar pouco sobre economia, ousei pesquisar algumas fontes e postar aqui sobre esse tema recorrente na mídia e forte candidato à questões no Vestibular e/ou ENEM. Espero que seja útil a todos(as). Começo falando sobre a crise no centro do sistema capitalista mundial, os EUA. Por lá, o problema já está na pauta desde 2007, mas tornou-se alarmante em maio quando a dívida bateu o teto histórico de 14,3 trilhões de dólares - limite autorizado pelo Congresso até então. Nos últimos dias, o presidente Obama conseguiu aprovar no Parlamento o aumento do limite da dívida, evitando assim o "calote". Um dos problemas da economia estadunidense é que a enorme dívida vem impedindo o crescimento do PIB. Para entender um pouco desses termos, por vezes, meio confusos: DÍVIDA PÚBLICA = soma dos empréstimos feitos pelo governo junto aos credores para pagar os gastos que só os impostos arrecadados não cobrem. PIB (Produto Interno Bruto)

Em breve no blog...

Nos próximos dias, postagens especiais estarão aqui no blog com assuntos muito comentados na grande mídia: Crise econômica mundial - a partir do dia 12/08. A Campanha da Legalidade - a partir de 25/08. O 11 de Setembro - a partir de 09/09. Cada assunto terá várias postagens que, de forma resumida e objetiva, tentarão dar conta desses conteúdos com grande probabilidade de aparecer nas provas de vestibulares. Fiquem ligados! Aproveito para agradecer os mais de 7000 acessos, o que é espantoso para um blog que foi divulgado a um pequeno grupo de alunos. Valeu!

Capela Sistina

Depois de analisar assuntos tão complexos e pesados, que tal uma viagem à Capela Sistina? Para quem ainda não viu o link, vale muito a pena pois é possível ver toda a Capela com as fantásticas pinturas renascentistas. O famoso teto da Capela foi pintado por Michelangelo, mas diversos pintores do Renascimento participaram da obra. Cada obra diz muito sobre o período. http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

Israel X Palestina

Vinha pensando há tempos em escrever algo sobre a disputa pelos territórios da Terra Santa até que encontrei no blog do meu colega, prof. Tyrone, o link para uma animação muito bem elaborada que mostra a ocupação dessa zona desde seus primórdios até o atual conflito que se arrasta por décadas. É essencial para um vestibulando acessar e entender essa temática: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=769&tp=21&tp2=16