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Nova República - Fernando Collor (1990-1992) e Itamar Franco (1992-1994)

FERNANDO COLLOR      Collor, assim como José Sarney, era um remanescente da ditadura pois foi prefeito "biônico" de Maceió - AL durante o regime ditatorial brasileiro. No seu Ministério, inseriu diversos ex-membros da ditadura militar - por exemplo, o militar signatário do AI-5 Jarbas Passarinho, que foi seu Ministro da Justiça (?). PLANO DE ESTABILIZAÇÃO BRASIL NOVO (PLANO COLLOR)      Plano elaborado pela Ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello.  moeda voltava a ser o Cruzeiro; todos os Cruzados Novos aplicados foram retidos e só seriam devolvidos em setembro de 1991 parcelado em 12 vezes - o plano só permitia o saque de 20% e, no máximo, 50 mil cruzeiros; congelamento de salários e preços - queda no poder de compra; aumento dos impostos; criação de novos impostos - como o tributo sobre o ganho de capitais na Bolsa de Valores; calote na dívida pública; funcionários públicos tiveram redução de salários; aument...

Nova República - José Sarney (1985-1989)

     Com a morte de Tancredo Neves na véspera de tomar posse, assumiu a presidência seu vice, José Sarney. Sarney era partidário da ARENA, partido que sustentou a ditadura civil-militar. Nas eleições de 1985, deixou a ARENA e ingressou no recém-fundado PFL (Partido da Frente Liberal), partido com o qual disputou a cabeça de chapa da oposição ao candidato Paulo Maluf.      Com Sarney, persistem diversos “entulhos autoritários”: a Lei de Segurança Nacional, a Lei de Imprensa (que, diga-se de passagem, persiste até hoje), possibilidade de o presidente baixar Decretos-leis... ECONOMIA Plano Cruzado Plano Bresser Plano Verão (Cruzado Novo)    Todos os planos fracassaram no intento de conter, a longo prazo, a inflação galopante enfrentada pelo país.      Os planos visavam controlar os preços, o fim da correção monetária, conter o desemprego. Todavia, mesmo benefícios como o congelamento dos preços, acabaram g...

Ditadura civil-militar - parte 3

GENERAL EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI (1969-1974) (ex-chefe do SNI e comandante do III Exército) responsável pela plena utilização do AI-5 com muitas prisões sem mandato judicial e deixando a oposição isolada e com medo; janeiro/1970: Decreto-lei da censura prévia a livros e periódicos – a auto-censura dos veículos de comunicação já ocorria desde 1964, temendo retaliações dos militares. Para preencher os espaços vazios, as notícias censuradas eram substituídas por receitas culinárias ou trechos de poesia – ou mesmo, ficavam os espaços em branco censurados; Enunciado McNamara (que vigorava nos EUA desde 1967) visava o “Desenvolvimento e Segurança”, aumentando a destinação de recursos à América Latina para crescimento econômico e na tentativa de neutralizar a subversão social. Representou a maciça entrada de capital estrangeiro, principalmente entre 1970 e 1973; I PND (Plano Nacional de Desenvolvimento); PMB – Plano de Metas e Bases; PIN – Plano de Int...

Ditadura civil-militar - parte 2

JUNTA MILITAR (02/04/1964 a 15/04/1964) AI-1 – garantia ao Executivo o poder para cassar mandatos e suprimir direitos políticos, bem como decretar Estado de Sítio e elaborar emendas constitucionais sem aprovação parlamentar. Foi responsável por cassações políticas e expurgos em meios civis e militares (ao todos mais de 3.500). MARECHAL HUMBERTO CASTELO BRANCO (1964-1967) AI-2 (outubro/1965) – extinguiu os partidos políticos e instituiu o sistema bipartidário : ARENA (situação) e MDB (oposição consentida); AI-3 (fevereiro/1966) – decretou eleições indiretas para governadores de Estado devido à grande vitória de candidatos da oposição nas eleições de 1965; AI-4 (dezembro/1966) – convocação do Congresso para votar a nova Constituição “promulgada” em janeiro de 1967; “arrocho” salarial; intervenção em 425 sindicatos; Lei Suplicy – suspensão e expulsão de estudantes e professores das faculdades; Lei de Segurança Nacional (fevereiro/...

Ditadura Civil-militar (1964-1985) - parte 1

     O golpe militar no Brasil está ligado ao contexto de Guerra Fria, quando diversos conflitos (ideológicos e bélicos) foram travados entre o bloco capitalista (EUA) e o bloco socialista (URSS).      O Brasil, com o golpe de 1964, aderiu aos ideais do bloco estadunidense e ao projeto da Doutrina de Segurança Nacional que, em síntese, visava a contenção do comunismo (tanto internacional quanto dos ideais comunistas dentro do país). Assim, os EUA passaram a ajudar os diversos países latinos que aderiram ao bloco capitalista, na tentativa de defender tais governos da “ameaça” externa.      Aqui no Brasil, com o apoio financeiro e ideológico, os EUA contribuíram com a formação das ESG (Escola Superior de Guerra) e do IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), dois grupos que articularam o golpe de Estado de 1º de abril de 1964. E, se o golpe encontrasse resistência, a Operação Brother Sam já estava preparada para combater co...

Depoimentos de uma época

      Encerrando a sessão de filmes do blog, hoje dois depoimentos curtinhos: de uma militante política e de dois agentes de Estado durante a ditadura.       O primeiro vídeo é da Suzana Lisboa - pessoa pela qual tenho grande  admiração e respeito - esposa do Luiz Eurico Teixeira Lisboa, aluno de Julinho morto pelo regime militar...      O segundo vídeo (e último da temporada) traz a visão de dois agentes do Estado: Sebastião Curió e Jarbas Passarinho. Gostaria que comentassem o depoimento deles... Como não consegui colocar aqui direto de jeito nenhum, clique aqui que vai direto para o vídeo no Youtube.