Pular para o conteúdo principal

Economia colonial

PAU-BRASIL

Século: XVI

Mercado: externo

Área de produção: litoral do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro

Mão-de-obra predominante: indígena

Sociedade: não chegou a gerar uma sociedade de classes

Outras características: sistema de escambo (trocas), utilização de feitorias, arrendamento do lucro a particulares.



CANA-DE-AÇÚCAR

Século: XVI e XVII

Mercado: externo

Área de produção: litoral do Nordeste (Pernambuco e Bahia)

Mão-de-obra predominante: escravos africanos

Sociedade: rural, aristocrata, sem mobilidade social, patriarcal, estratificada e litorânea.

Outras características: Propriedade: latifúndio / Produção: monocultura / Circulação: Produção – Brasil; Transporte – Portugal; Comércio – Holanda.


FUMO

Século: XVII

Mercado: externo

Área de produção: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas

Mão-de-obra predominante: escravos africanos

Sociedade: rural, aristocrata, sem mobilidade social, patriarcal e estratificada.

Outras características: usado como moeda de troca no tráfico negreiro.



PECUÁRIA

Século: XVII e XVIII

Mercado: interno (abastecia a zona açucareira e mineradora).

Área de produção: começou no litoral e depois adentrou o interior do Nordeste e Sul.

Mão-de-obra predominante: trabalhadores livres (índios e mestiços).

Sociedade: permitia uma certa mobilidade social.

Fases da Pecuária no Sul do Brasil: 1690-1710: preação ou "caça" do gado / 1710-1740: invernadas (para engordar o gado em pastos cercados) / após 1740: criação das estâncias.




MINERAÇÃO

Século: XVIII e XIX

Mercado: externo

Área de produção: Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia

Mão-de-obra predominante: escravos africanos e surgimento da mão-de-obra livre.

Sociedade: urbana, com grupos médios e com mobilidade social.

Outras características:

  • provocou o deslocamento social, político e econômico do Nordeste para o Centro-Sul (1763 – transferência da capital para o Rio de Janeiro)
  • urbanização do interior do Brasil
  • aumento populacional
  • permitiu o desenvolvimento do capitalismo inglês
  • dependência de Portugal em relação à Inglaterra (déficit)
  • cultura: Barroco
  • propriedade privada
  • impostos: Quinto, Capitação, Derrama


ALGODÃO

Século: XVIII

Mercado: externo (Revolução Industrial)

Área de produção: Maranhão e Pará

Mão-de-obra predominante: escravos africanos

Sociedade: rural, aristocrata, sem mobilidade social e estratificada.

Outras características: Relacionada com a queda da produção de algodão dos EUA em virtude da Guerra de Independência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

História do Rio Grande do Sul - Os Sete Povos das Missões

     Instrumento importante da Igreja na Contra-Reforma, a Companhia de Jesus foi criada por Inácio de Loyola, em 1534 (oficializada pelo Papa Paulo III em 1540), com o objetivo de "recatolizar" as regiões convertidas ao protestantismo. Sua atuação na América foi marcante, mas estiveram, também, na Índia, China e Japão durante essa época. Na América Portuguesa, a atuação dos jesuítas iniciou-se em 1549 em Salvador - na América Espanhola iniciou em 1610.      Nem sempre os jesuítas eram eficazes em sua conversão dos nativos. Após uma conversão inicial, marcada pelo batismo, muitos guaranis retornavam às suas práticas indígenas não sendo fieis às práticas e costumes cristãos. As reduções, no entanto, serviram à Coroa portuguesa, pois o "adestramento" dos nativos facilitava o acesso de mão-de-obra barata e abundante aos paulistas que tinham grande dificuldade de fazer cativos indígenas. Como eram hábeis agricultores, os tupi-guaranis eram "de grande valo...

Guerra da Cisplatina

     Quem tem acompanhado a série de postagens sobre a história do Rio Grande do Sul já deve ter notado que é impossível entendê-la dissociada do contexto da Bacia do Prata. É inegável a ligação da região - que hoje equivalem ao Uruguai e a Argentina - à formação histórica do RS. O próprio personagem do gaúcho tradicionalista é um misto de argentino, uruguaio, índio, negro, português e espanhol - não necessariamente nessa ordem. Ou seja, o gaúcho é fruto de toda essa "mistura" cultural, social, étnica e política.      A situação já tumultuada da região ficou mais intensa após a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808. Com a família real no Brasil, a metrópole interiorizou-se na colônia, promovendo maior centralização do poder decisório e acentuou-se a atração exercida pela região da Cisplatina. Antes de mais nada, vamos comparar o território do Brasil de 1709 com o Brasil de 1821, nos mapas abaixo: 1709 ...

Gabarito comentando do Vestibular UFRGS 2015

     No geral, a prova da UFRGS tem seguido um padrão que distribuiu questões de História Geral e História do Brasil de modo proporcional. Além disso, sempre contemplando questões de História da América e do Rio Grande do Sul. Sou fã da prova da UFRGS. Acho uma prova sempre bem elaborada e, salvo um ou outro preciosismo desnecessário, valoriza o aluno que tem um conhecimento amplo do conteúdo.      Para quem não fez a prova, clique aqui para acessá-la .      Vamos às questões: Questão nº 1 - Resposta: Letra A Sim, a democracia grega foi instituída por Clístenes que redividiu Atenas em dez tribos (facilitando a participação efetiva na política) e ampliou os poderes decisórios e participativos da Bulé e da Ecclesia, por exemplo. Além disso, enviou para o exílio aqueles que estivesses ligados à tirania do período anterior visando preservar a democracia. Com tais reformas, veio a estabilidade social que permitiu a ex...